QUINTA-FEIRA SANTA

Nesta quinta-feira Santa meditaremos sobre dois fatos importantes e fundamentais do cristianismo, Jesus lavando os pés dos Discípulos e a Instituição da Eucaristia. O primeiro trata-se da importância da purificação, a tal ponto que se não o permitimos não teremos parte com Cristo. O segundo é sustentáculo da nossa fé, Jesus em Corpo, Sangue, Alma e Divindade que se entrega todo na Eucaristia por você, por mim e por todos nós. A graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo, logo, na Hóstia Consagrada, está também a graça e a verdade, o vigor dos fracos e o dulçor dos fortes. “Quem me come, viverá por mim”, disse Jesus Cristo.
“Antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou.” (Jo 13, 1). Chegara finalmente a hora de Nosso Senhor. Nas Bodas de Caná Ele respondeu a sua mãe sobre a falta de vinho: “minha hora ainda não chegou” (Jo 2, 4) e, mesmo assim, aquela que o conhecia profundamente o orientou aos demais: “fazei o que ele vos disse” e mais a frente no mesmo Evangelho vemos São Pedro no momento do Lava pés ouvindo de seu Mestre uma bendita repreensão: “Se eu não vos lavar não terás parte comigo”. Assim podemos aludir o momento do Lava-pés com o Sacramento da Penitência, meio pelo qual nos purificamos do pecado. Não é à toa que a Igreja faz um esforço comensurável para que os fiéis se confessem antes da Festa da Páscoa, o ápice da Liturgia, é para que tenhamos parte com o Cristo de um modo perfeito. Até hoje temos o Sacramento da Confissão, até hoje poderemos recorrer a um Padre e pedir a confissão, a fim de purificarmos, após a meia-noite vem o luto, Cristo morre e talvez se esvaeça nossa esperança como foi a de Pedro, que O negou três vezes… O fogo do amor é impedido pelos pecados e assim impedem também o fervor da caridade, de certo modo nos afastará da contemplação da Semana Santa e das graças que poderíamos vir a receber se não fosse a ausência da graça santificante.
Purificados pelo Sacramento da confissão, refeita nossa amizade com Cristo, podemos recebê-lo na Santa Eucaristia, estamos em estado de graça para receber a maior graça que temos, o próprio Cristo. Um encontro com Cristo vivo! Vivo, pois Ele renova a cada dia sua entrega de obediência a Deus pela nossa salvação. Vivo, pois seu amor por nós é sempre renovado. Vivo, por sua infinita misericórdia, que não nos abandona. “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.” (Mt 28, 20).

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