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Equipe de Comunicação

O dia de São João em 2017 foi marcante para centenas de seguidores. Mais um dia memorável para ilustrar as páginas da história dos 38 anos do Segue-me.
Reunidos no parque da cidade Sarah Kubitschek (o maior parque urbano do mundo) e em meio a algumas festas de aniversário e um festival de Jazz, o evento mais carismático e representativo do Segue-me de Brasília fez da tarde de sábado um dia de encontro, reencontros, informação e evangelização.
A movimentação de seguidores no estacionamento 04 do parque começou logo no meio na manhã; o evento estava marcado para as 14h, mas alguns jovens anteciparam a chegada prevendo uma grande presença de violeiros e motivados pelo brinde prometido aos primeiros que chegassem ao local.
O encontro de violeiros só passou a integrar o calendário arquidiocesano do Segue-me em 2014 como parte das comemorações dos 35 anos. Ainda nos anos 1980/1990, equipes de cantores de vários núcleos aproveitavam para marcar encontros que serviam como momentos de partilhas e trocas de experiências, além do início de amizades e descobertas fora do conforto do seu núcleo. Durante esse período, esta era a maneira de não perder a essência das músicas que marcam, até hoje, os diversos momentos do encontro de jovens com Cristo – Segue-me. O local tradicional destes encontros era a Ermida Dom Bosco, cartão postal da cidade e com um entardecer lindo, merecedor de todos os agradecimentos à Deus.
Em 2002, a primeira vez que o nome “encontro de violeiros do Segue-me” foi utilizado oficialmente, a baixa adesão de participantes evitou a continuidade da atividade em anos seguintes. Já em 2011, durante as comemorações dos 25 anos do núcleo Bom Jesus dos Migrantes, o encontro de violeiros foi incluso nos festejos e foi um grande sucesso entre as várias gerações de seguidores que testemunharam o evento. Esta iniciativa do núcleo serviu como combustível para a coordenação arquidiocesana do Segue-me DF biênio 2014/2015. Assumido os riscos de não conseguir atingir a meta de levar a boa nova entre casais e jovens a onde quer que seja, foi realizado em agosto de 2014 o I Encontro de violeiros – como não poderia deixar de ser, na Ermida Dom Bosco. Nas edições seguintes, o número de participantes só aumentou, tendo ocorrido na Catedral e na Praça dos Cristais.
Os participantes são sempre testemunhas de um grande momento. Não precisam ser habilidosos violeiros ou grandes cantores. Basta ser seguidor. Muitos com histórias que sendo partilhadas incentivam o cantar, uma oração, um falar com a mais bela canção.
Este IV Encontro de violeiros foi inesquecível. As canções, as partilhas, a presença dos seguidores, a representatividade dos núcleos, a evangelização de todos que passaram pelo local e ouviram um pouquinho sobre o amor de Deus. Para cada testemunho, uma rosa; para cada canção, um chaveiro. Para um sortudo, um violão sorteado. 
Quase 400 seguidores, em uma tarde de sábado, sem contar com os muitos pedestres, curiosos, cães, crianças e tantos outros que ficaram admirados com a dimensão da atividade e a alegria estampada no rosto de cada um dos participantes (e pensar que somente um ganhou um violão novinho para participar do próximo encontro).
A equipe brasilia.segue-me.com parabeniza os organizadores pelo zelo e amor que esteve presente em cada detalhe do encontro. Que tenhamos muitos outros, como nossa nova tradição, com a mesma alegria, com mais jovens e casais afinados, simplesmente, no Amor à Deus.
 
 
#encontrodevioleirosdosegueme #vemaiofemus
 #preparaparaosquarenta #niguemseguraopadreorestes
#seguemebrasiliatrintaeoito #seguemebrasil
 

Ritmo... é ritmo de festa...

Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne...

Gálatas 5:13

 

Durante a década de 1980, quanto mais jovens o Encontro de Jovens com Cristo - Segue-me conseguia despertar, maior também era a curiosidade de outros tantos da mesma idade. A linguagem, a identidade definida, a alegria que já chegava aos grandes colégios, parques e atividades paroquiais passaram a manifestar-se também em festas.

As primeiras festas eram feitas em casas, acompanhadas pelos casais do ECC que eram mesmo os tios, amigos dos pais. Diversão garantida com a presença de violeiros, contadores de anedotas, jovens bonitos. Eram maneiras de manter os seguidores próximos, interagindo, divertindo-se de maneira saudável.

Corriam as histórias. Os núcleos iam crescendo. A fama das festas também. Já nos anos 1990, as comemorações passaram a ser mais esperadas do que muitos dos Encontros. Vários, mesmo sem saber se era ou o que era uma “festa do Segue-me” adotavam tons pejorativos para caracterizar eventos ou os próprios seguidores nas paróquias. Alguns padres chegaram a suspender atividades e por hora até o próprio núcleo deixou de existir.

Já no novo milênio e contando apenas com o bom senso dos responsáveis pelo movimento nos núcleos para a realização de comemorações, surgiam orientações, recomendações, sugestões; e quase sempre apontando para a não realização de eventos festivos.

Em 2001, um núcleo em implantação, tinha a frente um divertido padre. Entusiasmado com o processo em curso e com os primeiros resultados do encontro realizado, quis logo saber como aconteceria o pós encontro. Na ocasião, a implantação era ligada à uma paróquia madrinha. Informado sobre os procedimentos de acompanhamento e preparação para o próximo encontro, o padre, sem saber do histórico e das polêmicas sobre o tema “festas”, propôs:

- Vamos fazer uma festa para os jovens que fizeram o encontro e para todos os outros, dos outros grupos que poderão participar do Segue-me no futuro.

Muito sem jeito, os interlocutores que conheciam as orientações de outros padres e do Conselho Arquidiocesano, tentavam desfazer da ideia. Com muita insistência e convicção do padre, foi marcada a festa. Seria em um sábado, a partir das 21h. Músicas conforme a escolha da juventude.

Com o coração apertado e muitos resmungados, os seguidores que acompanhavam a implantação chegaram no local. As luzes, o som, a quantidade de pessoas... tudo parecia um grande equivoco. Logo após o primeiro encontro, já haveria motivos para descaracterizar o sentido evangelizador.

Já dentro do ambiente da festa, mesmo antes da recomendação da Arquidiocese, nenhuma bebida alcoólica. Jovens dançavam, cantavam e entre todos eles, o padre. Os seguidores contrários a realização da festa agora estavam boquiabertos. Como era possível? Como podia estar tão divertido?

O padre não dançava, não pulava, mas sorria com o sorriso mais contagiante. Exatamente as 23h, o padre aparece junto ao dj e pega o microfone. Ao final da música que tocava ele faz uma pergunta aos seus jovens:

- Estão gostando, juventude de Deus? E um sonoro e inesquecível SIM ecoou pelo salão. Então, ele continuou: - Vamos agradecer rezando um pai nosso.

Muitos ajoelharam. Todos rezaram. Não tinha como não ficar surpreso. Após uma sequencia de orações, o padre apontou para os casais e jovens da outra paróquia (os padrinhos) e disse aos festeiros: Aqueles ali que estão trazendo o Segue-me para a nossa comunidade e estão esperando vocês ao final da festa. Vão acompanha-los até em casa. São os nossos anjos da guarda. Aproveite-os.

Assim, o nosso medo transformou-se em esperança. A desconfiança virou alegria. A certeza de que o Bom Pastor conduzia e conduz o nosso trabalho confirmou-se.

O Padre Raimundo Serafim, personagem deste baú, faleceu em 2015 e hoje acompanha os jovens que vivenciaram esta história junto de Deus Pai. Os muitos seguidores que testemunharam esta e outras festas, jamais esqueceram a alegria e a satisfação de participar de momentos tão marcantes para o Segue-me e apara a sua própria história. O núcleo implantado, São José Esposo de Maria, está prestes a completar 16 anos de existência e tem dado bons frutos desde sempre. São muitos os jovens seguidores que atuam em diversos setores do movimento, incluindo a atual jovem coordenadora do Conselho Arquidiocesano do Segue-me DF (Flávia Andrade).

Que o Bom Pastor conduza o caminho de todos os seguidores, no Segue-me, na comunidade, no trabalho, na escola, nas festas. Que São José seja exemplo e o intercessor de uma juventude cada vez mais sedenta pela verdade e pela vida no Amor de Cristo.

“Não é pecado divertir-se de maneira saudável. Baladas não estão entre as coisas que “não convêm”. O que não convém é pecar. Não peque, seja numa balada, seja em qualquer outro lugar. O pecado não convém”

 

#baudoseguidor #contesuahistoriaquenosespalhamospravoce #preparaparaosquarenta #niguemseguraopadreorestes

#seguemebrasiliatrintaeoito #seguemebrasil

 

Paróquia São Vicente de Paulo - Taguatinga Sul - 2010

 

O núcleo São Vicente de Paulo começou a ser preparado em 2010. Na época, o pároco Padre Katê observou que os filhos dos encontreiros do ECC da paróquia que já tinham feito o Segue-me atuavam em outras paróquias por conta do movimento. Ao mesmo tempo, os jovens da comunidade que chegavam na faixa etária compatível para fazer o Segue-me não tinha nenhum encontro de jovens.

 

            Identificada a necessidade da juventude da comunidade na paróquia, então cumpriu-se todo o roteiro de implantação.

O movimento foi detalhadamente apresentado para o padre pelo conselho arquidiocesano e foi montada a primeira equipe dirigente para que os trabalhos fossem iniciados juntamente com os integrantes do conselho setorial, na ocasião denominado setor I.

            Com a graça de Deus no primeiro final de semana de novembro de 2010, foi realizado o I Encontro de Jovens com Cristo Segue-me da Paróquia São Vicente de Paulo, com o padroeiro São Vicente de Paulo.

            Apesar de ser um dos núcleos mais novos, a paróquia sediou a celebração em ação de graças pelos 34 anos do movimento Segue-me, em 2013; a última do rodízio entre os setores (a partir da missa dos 35 anos do Segue-me, todas foram realizadas na Catedral Metropolitana de Brasília).

Os jovens do núcleo São Vicente tem sido atuantes e perseverantes na caminhada e na condução dos trabalhos do Segue-me na comunidade e tem presença certa nas atividades arquidiocesanas. Também foi de uma seguidora do núcleo a ideia da revista Fruto do Amor, distribuída na Missa em Ação de Graças pelos 37 anos do movimento, em 2016.

Que a caridade e a devoção de São Vicente seja característica dos jovens e casais que contribuem para a existência deste núcleo. Que o Bom Pastor conduza os caminhos da fé dos seguidores São Vicente e de todo o Brasil.

 

 

Você já se perguntou por que participar do Segue-me? Já pensou em quantos jovens deixam de colaborar, debater, estudar, rezar com e pelo o movimento Segue-me e ao mesmo tempo quantos outros jovens persistem, superam suas dores, insistem, doam seu tempo, ocupam semanas, feriados, com reuniões, encontros, tarefas em prol de si mesmo e de outros jovens que na maioria das vezes nem são seus conhecidos?

            O Segue-me tem mesmo um diferencial. São muitos os jovens que guardam com carinho a mensagem anunciada nos primeiros três dias de um seguimista que mais tarde será um eterno seguidor. São muitos os jovens que lutam com garra e muito amor para que o movimento cresça e leve a alegria de quem conhece a Cristo para muitos outros e de diversos lugares.

            Ao final da primeira década do século XXI, uma jovem batizada na igreja católica frequentava a igreja Batista desde pequena. Terminando o seu ensino médio, a jovem passou a frequentar a casa de algumas amigas para aproveitarem o final de semana nas festas da cidade. Muitas destas amigas são católicas e na época, frequentavam um grupo jovem na Paróquia São Vicente de Paulo, em Taguatinga-DF. Com a convivência e a frequência com que se reunia com as amigas, logo foi convidada para participar do mesmo grupo. Mesmo sendo um grupo jovem de uma religião diferente da qual ela era fiel, a jovem foi. Sentiu-se bem. Mas mesmo assim, mantinha críticas e fazia comparações das missas que participava. Até que...

            Até que, em 2011, recebeu uma ficha do Encontro de Jovens com Cristo – Segue-me. Ela preencheu a ficha; ela participou do encontro. Ela gostou. A jovem, agora uma seguidora, despertou. Queria mais. Desejava contribuir, conhecer a igreja católica. Buscou conhecimento. Cursou a catequese; fez a sua primeira Confissão, Comunhão e Crisma. Conheceu o verdadeiro significado da Eucaristia e o poder da oração do Santo Terço. Passou a servir nas Pastorais da paróquia São Vicente de Paulo. Reconciliou com a família (havia alguns anos que não falava com o seu pai). Essa barreira foi vencida. Deixou o orgulho de lado e viu o amor de Deus guiar a sua vida. As atividades do Segue-me contribuíam. Sentiu-se acolhida.

            Mas o inimigo não se dá por vencido; tenta, aguarda, age na fraqueza.

            Em 2015, atuante e perseverante na fé, a jovem seguidora passou por momentos difíceis. Começaram crises de ansiedade, síndrome do pânico, depressão, fribromialgia. As doenças alteraram a rotina desta seguidora. Acabou afastada do trabalho e dos estudos. Com muita oração e amigos que o Segue-me sempre nos dá, a jovem reestabeleceu a sua vida. A rotina foi retomada em 2016.

Inquieta, animada e curiosa, a jovem seguidora voltou cheia de planos. Foi convidada para participar da implantação do Segue-me na cidade de Jataí-GO. Mesmo reacendendo a chama do primeiro amor e encantada por ter vivenciado, com seu servir, mais dias inesquecíveis, na segunda-feira, já em casa, sentiu novamente uma crise de ansiedade. Mas como poderia ter vivido dias tão intensamente alegres e estar com uma sensação tão distante do que seria normal? Ao se fazer esta questão, a jovem escreveu um pequeno texto em uma rede social. Era uma narração, uma oração, um desabafo, um registro...

                        “Pequenas grandes vitórias.

Medos inexplicáveis.

Dores insuportáveis.

Orações constantes.

Ninguém vê, o que não entende.

O que não sente, o que não quer escutar.

É um pedido de ajuda.

Uma luz em meio à escuridão.

A esperança em meio a maldade.

O amor em meio a solidão.”

 

Um amigo seguidor que também esteve em Jataí, ao ler o texto, perguntou para a jovem seguidora: - Quem escreveu esta poesia?

Surpresa com a indagação, a jovem seguidora confirmou a autoria. Seu amigo então continuou: - Fiz uma música para este lindo texto.

A jovem seguidora viu na música a reposta para o turbilhão de emoções que ela estava sentindo naquele instante em que escreveu as palavras na internet.

Para a jovem, ser Cristão no mundo de hoje é buscar pequenas grandes vitórias no nosso dia a dia.

            A menina, a moça, a jovem seguidora, atualmente é jovem dirigente do Segue-me do seu núcleo. Foi a idealizadora da revista Fruto do Amor e compõe a equipe arquidiocesana de comunicação do Segue-me DF.

Feliz, disponível para servir e lutando diariamente contra a sua patologia com a ajuda de um profissional e também do ambiente familiar, amistoso e de muito amor proporcionado pela vivência na comunidade paroquial via Segue-me, ela, a jovem seguidora, irá apresentar, junto com o seu amigo compositor, a música desta história no próximo FEMUS. Que o Bom Pastor conduza o caminho de todos os jovens e casais seguidores e sempre nos permita pequenas grandes vitórias.

Fotos:

Seguidora Samara Beatriz

Seguidora Samara Beatriz

Missa de 34 anos na Paróquia São Vicente de Paulo

Missa de 34 anos do Segue-me Brasília na Paróquia São Vicente de Paulo

Missa de 37 anos do Segue-me Brasília na Catedral Metropolitana, núcleo São Vicente de Paulo com nosso Diretor Espiritual Padre Orestes.

Equipe de Comunicação Arquidiocesana do Segue-me Brasília com o Diretor Espiritual Padre Orestes e o Cardeal Arcebispo Dom Sérgio.

 

#baudoseguidor #qualéasuahistória? #vemaíofemus #seguemebrasília38anos

Envie sua história para o nosso e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Santa Rita de Cássia – Planaltina - 2011

 

O Segue-me na Paróquia Santa Rita de Cássia, em Planaltina-DF, é um sonho antigo. Em 1989, um jovem paroquiano saiu para fazer o Encontro na Paróquia Bom Jesus dos Migrantes em Sobradinho com o objetivo de implantar o movimento em Planaltina. Mas não era a hora da implantação, pois Planaltina naquela época só tinha uma única paróquia. Além disso, os padres não aceitavam o movimento, por achar que não iria contribuir no trabalho de evangelização.

            O mesmo jovem, depois de anos fora, voltou a frequentar a paróquia, onde viu que na festa em homenagem a Santa Rita de Cássia havia uma participação mínima da juventude local. Aquilo inquietou o coração do rapaz e tudo o levava ao Segue-me; mais diretamente ao Espírito do Segue-me, que nunca morrera dentro dele, pois o amor ao movimento é eterno. Foi através deste amor e em favor da juventude e com Santa Rita na frente que o jovem procurou conversar com o Padre Dirceu que era o pároco responsável por esta paróquia.

            Enquanto o grupo dirigente ainda se formava, era feito um trabalho de formiguinha, no qual a divulgação do movimento permitia a comunidade conhecer os objetivos do Segue-me.

            O I Segue-me foi realizado nos dias 09,10 e 11 de setembro de 2011 com 58 seguimistas. Foram três dias de muita alegria e oração, onde a presença de Deus foi vista no sorriso de cada jovem e de cada casal. A implantação contou com a colaboração de jovens e casais do antigo setor III, na época composto pelos núcleos do Segue-me da Asa Norte (Consolata, São Francisco, Verbo Divino e São José Operário), Lago Norte (Nossa Senhora do Lago), Sobradinho (Imaculada Conceição e Bom Jesus dos Migrantes) e Sobradinho II (São José Esposo de Maria).

            Atualmente, o Segue-me Santa Rita conta com jovens atuantes no movimento, nas atividades paroquiais e nas arquidiocesanas. Alguns dos jovens que fizeram os primeiros encontros já são seguidores integrantes do conselho arquidiocesano e das equipes de apoio (comunicação e intercessão arquidiocesana). O Segue-me Santa Rita também teve participações de destaque no Femus e Copa Segue-me ocorridas nos últimos anos.

            Que Santa Rita de Cássia, a Santa das causas impossíveis, cubra de bênçãos os jovens e casais do Segue-me desse núcleo e de todo o Brasil.

“Inspirados no Encontro de Jovens com Cristo criado pelo Padre Alfonso Pastore em São Paulo, dois jovens que participaram do encontro decidiram, juntamente com casais encontreiros da Paróquia do Divino Espírito Santo do Guará II e sob a orientação do Pe. Antonio Chirulli, organizar - de forma semelhante - o encontro de jovens em Brasília, ao  qual denominaram  Segue-me”.

 

Durante três décadas, o parágrafo acima era o primeiro a ser lido no DBN e abria o histórico do movimento Segue-me.

            Durante muitos anos, quanto mais o Segue-me crescia e espalhava-se dentro do DF e pelo território brasileiro, maior também eram o número de colaboradores e de personagens importantes na construção de textos, procedimentos, ações e registros. Ao mesmo tempo, por maior que fossem os esforços para preservar as características do encontro de jovens com Cristo, os personagens que começaram toda essa história iam seguindo rumos próprios, trabalhando e servindo em outras tarefas e naturalmente, como não eram lembrados pelos mais experientes, tratando-se de um movimento, logo, novos protagonistas davam continuidade e lembravam apenas dos que conheciam.

            No ano de 2008, em meio aos debates que vislumbravam mapear o tamanho do Segue-me no Brasil e do desejo de uma longínqua, naquele momento, unidade nacional, uma insônia aliada a curiosidade e potencializada pela gratidão/paixão ao Segue-me, fez um seguidor pesquisar insistentemente em um famoso site de busca.

            Não seria uma pesquisa qualquer. O seguidor não contentava-se em conhecer informações sobre encontros do Segue-me espalhados pelo país. Ele queria mais. Quem sabe o seguidor desejasse uma relíquia do Segue-me fora do DF; um livro de registros com muitas histórias da construção do movimento; uma camiseta antiga; o contato dos dois jovens que foram conhecer o EJC em São Paulo? Tudo isso era muito importante. Seria um grande prêmio encontrar algo como os elementos citados, mas o seguidor curioso queria mais. O óbvio era fácil. O seguidor queria o desafio. O seguidor foi um garimpeiro. O seguidor não desistiu.

            Por algumas madrugadas, navegando, lendo, procurando, insistindo, o seguidor persistente, sem a orientação de ninguém, foi atrás de quem orientou primeiro. O seguidor sonhador procurava Antônio Chirulli, o Padre Rogacionista, pároco da Divino Espírito Santo, no Guará II no ano do primeiro Segue-me.

            Foram encontrados vários nomes iguais, com funções parecidas, mas com idades que não seriam correspondentes. O texto inicial do DBN não apresentava um rosto. Os primeiros seguidores não estavam ao lado do seguidor desbravador para apontar alguma característica física e nem mesmo relatar sobre a sua personalidade. Nada disso foi barreira para o seguidor teimoso. Ele enviou um e-mail para uma paróquia em Milão. O seguidor apostou. Escreveu em língua portuguesa. Agradeceu pelo movimento que o padre “teria criado”. Contou da sua conversão e do seu interesse em levar a boa nova para outros tantos jovens; para que sentissem o que ele sentiu quando sentou em uma cadeira como seguimista e saindo de lá, decidiu seguir para sempre. Falou da dimensão atual do Segue-me e dos trinta anos que estavam passando desde o primeiro encontro.

            O seguidor acertou. A mensagem chegou ao Chirulli correto. E mesmo surpreso como um jovem, tão moço, trinta anos depois, teria se interessado em buscar informações sobre ele que só queria ter feito (e fez) um encontro com Cristo para motivar os jovens da sua paróquia na época.

            Sem dúvidas, foi uma alegria para ambos. O Padre fundador e um seguidor que não desanimou diante as dificuldades de encontrar um personagem fundamental para a história do movimento.

            Nosso fundador Antônio Chirulli respondeu ao seguidor sortudo em um português carregado de sotaque e emoção:

 

Milào,31 de outoubro de 2008

Prezado Becchara Rodrigues de Miranda.

 

Com muito prazer recebì a tua meravilhosa mensagem.

Nào seria  leal se diminuisse a espressào de satisfaçào e a profunda emoçao pelos teus singelos sentimentos em relaçao   à sementinha de mustarda, de evangelica espressào, que  é o SEGUI-ME.

Deus faz coisas grandes com as pequenas realidades, para ninguèm ousar apoderar-se da sua onipotència.

Vocé me fala que o SEGUI-ME passou à major idade: Deo Gratias. Sejam dadas graças ao Senhor que por meio do Segui-me muitos Jovens se aproximaram Dele. Isso è na verdade meravilhoso.

E mais: A' maior idade se  vai chegando  aos trinta anos de vida, permanecendo JOVEM no meio de jovens. Esta notìcia, veio a acrescentar a mia alegria neste tempo  quando estou comemorando o cinquantèsimo ano da minha ordenaçao Sacerdotal.

Sinto nesta oportunidade nào a obrigaçao, mas uma empolgate necessidade de engrandecer O Senhor que por meio de vocés, que se prestaram  a trabalhar e a cuidar daquela sementinha, hoje faz vicejar como uma grande arvore, aquele SEGUE-ME que extende os seus galhos alèm dos limites de Brasilia.

Prezado Miranda, peço-lhe a especial fineza de levar ao conhecimento dos Colegas que trabalham em todos os nìveis do SEGUI-ME, e especialmente  aos Vossos Dirigentes espirituais esta minha mensagem de apreço  e de caloroso agradecimento pelo magnifico apostolado em favor dos Jovens que vocés  vém desenvolvendo com o SEGUIME,  que vocés evidenciaram como graça de Deus pela JUVENTUDE.

Vos parabenizo a todos, e a todos vos guardo nas minhas oraçoès. Todos os Santos vos protejam.

 

Pe.Antonio Chirulli

                                                           TREZZANO SUL NAVIGLIO (MILANO).

 

 

            O seguidor, personagem deste baú, sempre contribuiu e continuou a contribuir com o movimento nos anos seguintes, tendo sido o primeiro jovem coordenador geral do Conselho Arquidiocesano (antes dele, esta função só era ocupada por casal) e peça importante na representação de Brasília nas assembleias nacionais que definiram o DNS. Atualmente, mora em outro estado.

            O Padre Antônio Chirulli esteve em Brasília em 2010. Encontrou-se com seguidores de diversos núcleos do DF, componentes do Conselho Arquidiocesano de Brasília e do Conselho Nacional Provisório, e também, com os primeiros seguidores, os meninos do Chirulli. Em 2015, na ocasião do I Congresso Nacional do Segue-me, enviou uma mensagem de incentivo aos congressistas. Atualmente, nosso fundador reside em Manizales, na Colômbia.

 

 

#valeuchirulli #mateus9,9orestes99 #preparaparaosquarenta #seguemebrasiliatrintaeoito #seguemebrasil

 

Sexta, 05 Maio 2017 21:05

Spotify Volume II

(Clique na imagem para acessar o Spotify)

 
São José Operário – Asa Norte - 2010
 
O Núcleo São José Operário - Asa Norte tem um histórico de formação diferente da maioria dos núcleos do DF e do Brasil. Mesmo com uma participação expressiva da juventude, em atividades paroquiais, muitos jovens ao participarem do encontro do Segue-me em outros núcleos da Asa Norte seguiam no serviço (pastoral ou do próprio movimento) na paróquia onde haviam feito o encontro, deixando uma lacuna de engajamento na paróquia de origem.
 
Com muitos paroquianos da São José Operário, atuantes no ECC e no Segue-me, mesmo de outras paróquias, surgiu a oportunidade de montar a estrutura do movimento jovem na São José Operário. O acolhedor Padre Evandro Luiz foi o entusiasta da transferência de estrutura ao final do ano de 2009 e enfim, no ano de 2010, derivado do Núcleo Nossa Senhora da Saúde, implantou-se o Segue-me São José Operário.
 
O antigo núcleo Nossa Senhora da Saúde foi implantado em 1986 e tornou-se importante na construção e aprimoramento do movimento em Brasília. Seguindo uma reorganização paroquial, toda a estrutura incluindo os seguidores e casais encontreiros, foi absorvida pela paroquia São José Operário. A contagem dos encontros recomeçou e hoje, o novo núcleo com estrutura de veterano, vem realizando seus encontros anualmente e sendo importante não apenas no estudo de práticas e ideias como com a participação de jovens e casais na composição do conselho arquidiocesano.
 
O santíssimo São José assumiu o compromisso de não deixar que nenhum trabalhador de fé – do campo, indústria, autônomo ou não, mulher ou homem – esqueça-se de que ao seu lado estão Jesus e Maria.
 
São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras, é o mais desejoso de trabalhos santificados: “Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa… O Senhor é Cristo” (Col. 3,23-24).
 
Que o padroeiro deste valioso núcleo possa interceder junto ao Bom Pastor para que a condução do caminho da juventude do Segue-me de Brasília e do Brasil, possa ser trilhada rumo à santidade.
 
São José Operário, rogai por nós!
Segunda, 01 Maio 2017 12:33

Hoje é dia do (seguidor) trabalhador!

O trabalho é a realização de tarefas. É um conjunto de atividades, produtivas ou criativas, que o homem exerce para atingir determinado fim. O trabalho é uma atividade profissional regular, remunerada ou assalariada.

O trabalho é a atividade exercida com um objetivo definido, desde os primórdios da existência humana, diferente do conceito de emprego que é bem mais recente e surgiu por volta da Revolução Industrial. O emprego é uma ocupação, um cargo, uma função. Nem todo trabalhador tem um emprego.

Vivemos um período de dificuldades no país e no mundo. Milhares de desempregados, baixos salários, mudanças, expectativas e desconfianças sobre o futuro. Momento que deve ser encarado por todos nós, Cristãos e seguidores, com compromisso, fé, perseverança, estudo e trabalho.

“Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade.”

(2 Timóteo 2,15)

 “Jesus nasce e vive numa família, na Santa Família, aprendendo de São José a profissão de carpinteiro, na oficina de Nazaré, partilhando com ele o empenho, o trabalho, a satisfação e também as dificuldades de todos os dias. Isto chama-nos a atenção para a dignidade e a importância do trabalho.”(Papa Francisco)

“O que as suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força, pois na sepultura, para onde você vai, não há atividade nem planejamento, não há conhecimento nem sabedoria.”

(Eclesiastes 9,10)

Sejam nas diferenças, nas dificuldades ou nas injustiças, devemos buscar forças em Deus para nos mantermos dignos, fiéis e bons trabalhadores, valorizando e valorizados no emprego. Aproveitamos a mensagem do Papa Francisco, de 2013, que parece ser ainda mais atual agora:

“Gostaria de dirigir-me em particular a vós jovens: empenhai-vos no vosso dever cotidiano, no estudo, no trabalho, nas relações de amizade, na ajuda aos outros; o futuro depende também de como vivem estes preciosos anos de vida. Não tenham medo do empenhamento, do sacrifício e não olhais com medo para o futuro; mantenham viva a esperança: há sempre uma luz no horizonte.”

Para todos os trabalhadores, empregados ou não; donas de casa, ambulantes, voluntários (assim como também fazem os seguidores nos encontros), é desejável um dia de reflexão e descanso.

Com a condução do Bom Pastor e a proteção de todos os santos do dia, padroeiros do trabalhador – São José Operário, São Jeremias, São Orêncio, São Andédo, São Sigismundo, São Amador, São Peregrino, Santa Isidora, São Arnulfo, São Carulfo e São Domardo, desejamos aos trabalhadores (seguidores, seguimistas, tios, Cristãos...) um ótimo dia do trabalhador!

 

    “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens.” 

 (Colossenses 3,23)

#felizdiadoseguidortrabalhador#preparaparaosquarenta

#seguemebrasiliatrintaeoito #seguemebrasil

Io io io, queremos desafio...
 
No final dos anos 1990, a Arquidiocese de Brasília realizou uma atividade de integração entre jovens das diversas paróquias do DF que marcou a história de muitos seguidores. Naquele momento da história da cidade, era comum a realização de competições com tarefas anunciadas por rádios de grande audiência e com participação de grupos de amigos, parentes, vizinhos... 
Baseado nesta “febre da época” e motivados pela experiência em gincanas que muitos jovens tinham nas suas paróquias, algumas para arrecadar produtos e alimentos para os seus encontros, enfim a definição: a I Gincana Católica de Brasília, que foi realizada na área interna e externa da Catedral Metropolitana de Brasília.
 
A inesquecível gincana aconteceu em dois finais de semanas seguidos (uma primeira parte, lúdica, no sábado e uma segunda parte, com reflexão e aprofundamento espiritual no Domingo). Foram inscritas 35 equipes, muitas delas baseadas nos grupos e movimentos jovens de quase todas as regiões administrativas do DF.
 
O Segue-me esteve participando e um dos seus núcleos conseguiu a façanha de ganhar 90% das provas do primeiro dia, inclusive, uma tarefa inusitada para os dias atuais. A prova, considerada difícil, chamava-se “no ponto do ovo”. 
Cada equipe recebeu um rolo de filme de 12 poses para máquina fotográfica e um ovo com o número que representava a equipe. A missão era fotografar em cada um dos doze pontos solicitados pelos os organizadores e dando destaque ao ovo e ao número da equipe. 
 
O tempo de realização da tarefa foi o intervalo do almoço (12h às 14h). Se por um lado, seria simples fazer uma foto com uma atendente de lanchonete e outra no chafariz da praça de um shopping, também era preciso identificar a escultura meteoro, ter uma foto em loja de calçados e outra na famosa pastelaria da rodoviária. O tempo não era tão fácil de administrar e nem todos conheciam a localização de alguns pontos. 
Mas, a mais inusitada das imagens era uma foto com um “dragão da independência” na porta do Palácio do Planalto. Entre as equipes que conseguiram "cumprir" a tarefa, apenas uma atendeu 100% ao desafio solicitado. 
Enquanto muitos fotografaram ao pé da rampa do palácio do Planalto tendo o guarda em segundo plano e muito distante, a equipe de seguidores conseguiu a façanha no limite do horário. 
No momento da troca da guarda, os soldados dão uma volta ao redor do palácio. Neste instante, os jovens competidores que estavam escondidos na praça, atravessaram o eixo monumental e correram para o lado dos soldados. Ao mesmo tempo, incontáveis seguranças, que não sabiam o que estava acontecendo, foram atrás dos jovens, primeiro para impedi-los da aproximação, depois para recolher a máquina fotográfica.  
A foto foi feita, a máquina não foi recolhida e a equipe ganhou 300 pontos do primeiro lugar da prova. Fotógrafo, fotografados e o ovo não foram detidos. O Segue-me terminou na terceira colocação, 45 pontos atrás do primeiro colocado e 600 pontos a frente da quarta equipe. O soldado nunca mais tirou uma foto fardado e acompanhado de um ovo. Alguns historiadores afirmam que a praça dos três poderes passou a ter proteção de cavaletes e cercas, impedindo o livre trânsito entre a praça e a frente do palácio a partir deste episódio.
 
Os participantes deste momento continuam participando de pastorais e serviços paroquiais. A gincana católica da juventude de Brasília nunca mais se repetiu.
 
 
 
 
 
 
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