Escrito por  10/05/2017

Baú do Seguidor: Sou seguidor e não desisto nunca

“Inspirados no Encontro de Jovens com Cristo criado pelo Padre Alfonso Pastore em São Paulo, dois jovens que participaram do encontro decidiram, juntamente com casais encontreiros da Paróquia do Divino Espírito Santo do Guará II e sob a orientação do Pe. Antonio Chirulli, organizar - de forma semelhante - o encontro de jovens em Brasília, ao  qual denominaram  Segue-me”.

 

Durante três décadas, o parágrafo acima era o primeiro a ser lido no DBN e abria o histórico do movimento Segue-me.

            Durante muitos anos, quanto mais o Segue-me crescia e espalhava-se dentro do DF e pelo território brasileiro, maior também eram o número de colaboradores e de personagens importantes na construção de textos, procedimentos, ações e registros. Ao mesmo tempo, por maior que fossem os esforços para preservar as características do encontro de jovens com Cristo, os personagens que começaram toda essa história iam seguindo rumos próprios, trabalhando e servindo em outras tarefas e naturalmente, como não eram lembrados pelos mais experientes, tratando-se de um movimento, logo, novos protagonistas davam continuidade e lembravam apenas dos que conheciam.

            No ano de 2008, em meio aos debates que vislumbravam mapear o tamanho do Segue-me no Brasil e do desejo de uma longínqua, naquele momento, unidade nacional, uma insônia aliada a curiosidade e potencializada pela gratidão/paixão ao Segue-me, fez um seguidor pesquisar insistentemente em um famoso site de busca.

            Não seria uma pesquisa qualquer. O seguidor não contentava-se em conhecer informações sobre encontros do Segue-me espalhados pelo país. Ele queria mais. Quem sabe o seguidor desejasse uma relíquia do Segue-me fora do DF; um livro de registros com muitas histórias da construção do movimento; uma camiseta antiga; o contato dos dois jovens que foram conhecer o EJC em São Paulo? Tudo isso era muito importante. Seria um grande prêmio encontrar algo como os elementos citados, mas o seguidor curioso queria mais. O óbvio era fácil. O seguidor queria o desafio. O seguidor foi um garimpeiro. O seguidor não desistiu.

            Por algumas madrugadas, navegando, lendo, procurando, insistindo, o seguidor persistente, sem a orientação de ninguém, foi atrás de quem orientou primeiro. O seguidor sonhador procurava Antônio Chirulli, o Padre Rogacionista, pároco da Divino Espírito Santo, no Guará II no ano do primeiro Segue-me.

            Foram encontrados vários nomes iguais, com funções parecidas, mas com idades que não seriam correspondentes. O texto inicial do DBN não apresentava um rosto. Os primeiros seguidores não estavam ao lado do seguidor desbravador para apontar alguma característica física e nem mesmo relatar sobre a sua personalidade. Nada disso foi barreira para o seguidor teimoso. Ele enviou um e-mail para uma paróquia em Milão. O seguidor apostou. Escreveu em língua portuguesa. Agradeceu pelo movimento que o padre “teria criado”. Contou da sua conversão e do seu interesse em levar a boa nova para outros tantos jovens; para que sentissem o que ele sentiu quando sentou em uma cadeira como seguimista e saindo de lá, decidiu seguir para sempre. Falou da dimensão atual do Segue-me e dos trinta anos que estavam passando desde o primeiro encontro.

            O seguidor acertou. A mensagem chegou ao Chirulli correto. E mesmo surpreso como um jovem, tão moço, trinta anos depois, teria se interessado em buscar informações sobre ele que só queria ter feito (e fez) um encontro com Cristo para motivar os jovens da sua paróquia na época.

            Sem dúvidas, foi uma alegria para ambos. O Padre fundador e um seguidor que não desanimou diante as dificuldades de encontrar um personagem fundamental para a história do movimento.

            Nosso fundador Antônio Chirulli respondeu ao seguidor sortudo em um português carregado de sotaque e emoção:

 

Milào,31 de outoubro de 2008

Prezado Becchara Rodrigues de Miranda.

 

Com muito prazer recebì a tua meravilhosa mensagem.

Nào seria  leal se diminuisse a espressào de satisfaçào e a profunda emoçao pelos teus singelos sentimentos em relaçao   à sementinha de mustarda, de evangelica espressào, que  é o SEGUI-ME.

Deus faz coisas grandes com as pequenas realidades, para ninguèm ousar apoderar-se da sua onipotència.

Vocé me fala que o SEGUI-ME passou à major idade: Deo Gratias. Sejam dadas graças ao Senhor que por meio do Segui-me muitos Jovens se aproximaram Dele. Isso è na verdade meravilhoso.

E mais: A' maior idade se  vai chegando  aos trinta anos de vida, permanecendo JOVEM no meio de jovens. Esta notìcia, veio a acrescentar a mia alegria neste tempo  quando estou comemorando o cinquantèsimo ano da minha ordenaçao Sacerdotal.

Sinto nesta oportunidade nào a obrigaçao, mas uma empolgate necessidade de engrandecer O Senhor que por meio de vocés, que se prestaram  a trabalhar e a cuidar daquela sementinha, hoje faz vicejar como uma grande arvore, aquele SEGUE-ME que extende os seus galhos alèm dos limites de Brasilia.

Prezado Miranda, peço-lhe a especial fineza de levar ao conhecimento dos Colegas que trabalham em todos os nìveis do SEGUI-ME, e especialmente  aos Vossos Dirigentes espirituais esta minha mensagem de apreço  e de caloroso agradecimento pelo magnifico apostolado em favor dos Jovens que vocés  vém desenvolvendo com o SEGUIME,  que vocés evidenciaram como graça de Deus pela JUVENTUDE.

Vos parabenizo a todos, e a todos vos guardo nas minhas oraçoès. Todos os Santos vos protejam.

 

Pe.Antonio Chirulli

                                                           TREZZANO SUL NAVIGLIO (MILANO).

 

 

            O seguidor, personagem deste baú, sempre contribuiu e continuou a contribuir com o movimento nos anos seguintes, tendo sido o primeiro jovem coordenador geral do Conselho Arquidiocesano (antes dele, esta função só era ocupada por casal) e peça importante na representação de Brasília nas assembleias nacionais que definiram o DNS. Atualmente, mora em outro estado.

            O Padre Antônio Chirulli esteve em Brasília em 2010. Encontrou-se com seguidores de diversos núcleos do DF, componentes do Conselho Arquidiocesano de Brasília e do Conselho Nacional Provisório, e também, com os primeiros seguidores, os meninos do Chirulli. Em 2015, na ocasião do I Congresso Nacional do Segue-me, enviou uma mensagem de incentivo aos congressistas. Atualmente, nosso fundador reside em Manizales, na Colômbia.

 

 

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